CONTAÍ
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PROGRAMAÇÃO DOS SEMINÁRIOS

A Virada Sustentável promove quatro diferentes seminários nesta edição de 2017 em Porto Alegre:

A seguir você verá detalhes da programação do “Contaí”.

Neste seminário não será necessária inscrição prévia. Havendo lugar na sala, o acesso será livre a qualquer tempo.

CONTAÍ!

Bate-papo informal, conduzido por jornalistas e professores, em que participam pesquisadores, ativistas e empreendedores ambientais, sociais e empresariais, apresentando pontos de vista diversos sobre temas selecionados, sempre com o foco na sustentabilidade. Dentro deste seminário, teremos quatro mesas de debate onde serão desenvolvidos os temas relacionados a sustentabilidade.

Local: Casa de Cultura Mario Quintana – Auditório Luís Cosme

  1. dos Andradas, 736 – Centro Histórico

DATAS e HORÁRIOS:

Quinta-feira, 30/3, das 17h às 18h30 – Mesa 1

Sexta-feira, 31/3, das 17h às 18h30 – Mesa 3

Sábado, 1/4, das 14h30 às 16h – Mesa 2

Sábado, 1/4, das 17h às 18h30 – Mesa 4

CURADORES

Roberto Belmonte – Professor de jornalismo ambiental do Centro Ritter dos Reis. Doutorando em comunicação e informação no PPGCOM da UFRGS.

Katia Suman – Radialista e produtora cultural. Graduada em Ciências Sociais pela PUCRS. Mestre em Comunicação Social pela Unisinos e doutoranda em Letras pela UFRGS.

Amanda Latosinski – Graduada em Engenharia de Produção pela UFRGS, gestora de projetos colaborativos e produtora cultural. Atua em processos de mobilização social com foco em sustentabilidade. Tem experiência na área de gestão de resíduos, educação ambiental e é especialista em criar momentos de mudança.

Quinta-feira, 30/3, das 17h às 18h30

Mesa 1 – COMER COMO UM ATO POLÍTICO

Mediadora: Katia Suman

O ato de se alimentar implica um conjunto de escolhas que influenciam não apenas nossa saúde e bem-estar, como nossa relação com as outras pessoas, nossa relação com o meio ambiente e todo o sistema de produção alimentar. A partir dessa perspectiva, se faz fundamental a discussão sobre produção local e justa, alimentos orgânicos, hortas urbanas, agricultura sustentável e preservação da zona rural da cidade. Como podemos facilitar o acesso a alimentos frescos e saudáveis? Como preservar e aumentar as áreas verdes e rurais na cidade e diminuir o impacto de produção, transporte e distribuição de hortaliças? Quais os desequilíbrios ambientais decorrentes da transformação da antiga zona rural de Porto Alegre neste contexto? Estas são algumas das questões a serem levantadas no primeiro debate do Contaí!, uma das atividades da Virada Sustentável 2017 de Porto Alegre.

Tópicos:

  • Alimentação
  • Agricultura urbana
  • Orgânicos e alimentação local
  • Hortas comunitárias
  • Agroecologia

PARTICIPANTES:

Fernando Campos Costa – Ativista social, permacultor, técnico militante no campo da bioconstrução e ações cooperativas.

Lis Rosinato (Lis Raw) – Médica veterinária, ecochef e educadora de saúde. Crudívora há quase três anos, atualmente se dedica a cursos, palestras e coach para ajudar pessoas a transformar suas vidas através da alimentação.

Leonardo Melgarejo – Agrônomo com mestrado em Economia Rural e doutorado em Engenharia de Produção, presidente da Agapan, membro da Associação Brasileira de Agroecologia, professor colaborador do mestrado profissional em Agroecossistemas da UFSC. Foi membro da CTNBio por seis anos.

Paola Salerno Troian, A Gringa – Empresária sustentável, cozinheira e permacultora biodinâmica. Criadora da Gringa (consultoria e execução de hortas urbanas e sustentabilidade) e fundadora do Mapa Verde (plataforma colaborativa para iniciativas e empresas sustentáveis e com impacto positivo em todo o Brasil). Ministra workshops sobre cultivo, alimentação saudável e sustentabilidade.

Sexta-feira, 31/3, das 17h às 18h30

Mesa 3 – UMA OUTRA MOBILIDADE URBANA É POSSÍVEL!

Mediador Roberto Villar Belmonte

                        Uma das diretrizes que orienta a Política Nacional de Mobilidade Urbana é a prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado. O que isso significa em Porto Alegre, cidade que tem uma média de um automóvel para cada dois habitantes? Ônibus confortáveis e rápidos, como os prometidos pelos promotores da Copa do Mundo; ciclovias seguras com infraestrutura que viabilize o uso diário da bicicleta; e ruas, calçadas e espaços públicos pensados para as pessoas, não somente para veículos motorizados. Como viabilizar essa outra mobilidade urbana é o tema da terceira mesa de debate do Contaí!, um dos eventos da Virada Sustentável 2017.

Tópicos:

  • Mobilidade
  • Caminhabilidade
  • Acessibilidade
  • Calçadas, vias públicas
  • Planejamento urbano
  • Aeromóvel

PARTICIPANTES

Cadu Carvalho – Publicitário de formação, participou da organização das duas primeiras edições do Fórum Mundial da Bicicleta, da fundação da Mobicidade, onde continua atuante, é um dos idealizadores do BiciPonto, voluntário da Cidade da Bicicleta e Bike-anjo.

Marcelo Sgarbossa – Vereador em Porto Alegre. Doutor em Direito (UFRGS). Mestre em Políticas Públicas (Turim/Itália). 

Júlio Celso Vargas – Arquiteto e urbanista, professor adjunto do Departamento de Urbanismo da UFRGS, com mestrado em Planejamento Urbano e Regional e doutorado em Engenharia de Transportes pela mesma instituição, com estágio na Universidade de Washington, EUA.

Dr. Emiliano Merino – Arquiteto urbanista pela Universidad Nacional Federico Villarreal. Possui doutorado e pós-doutorado em transportes pela Universidad Politécnica de Cataluña – UPC, assim como diversas especialidades de planejamento e gestão de transportes realizadas em França, Bélgica, Espanha e Perú. Trabalhou na ANTT, EPTC.

Sábado, 1/4, das 14h30 às 16h

Mesa 2 – PRECISAMOS FALAR SOBRE A ORLA

Mediadora Katia Suman

Porto Alegre se desenvolveu em torno do Guaíba, vasto manancial de águas que a abastece e embeleza. Mais do que isso, o Guaíba constitui um ecossistema que sustenta uma rica biodiversidade, onde interagem diversas espécies vegetais e animais, que dependem de sua boa qualidade e preservação. Jan Gehl, referência mundial em urbanismo, resume a lógica que precisa ser valorizada no planejamento urbano: primeiro a vida, depois o espaço e, somente então, as construções. Consideramos necessária uma discussão urgente sobre as transformações na orla do Guaíba, particularmente no que diz respeito ao uso dos espaços públicos e privados à luz da prática urbanística contemporânea. A relação da cidade com suas águas é o tema da segunda mesa de debate do Contaí!, um dos eventos da Virada Sustentável 2017.

 Tópicos:

  • Guaíba
  • Orla – espaço público
  • Água/Saneamento
  • Catamarã
  • Ecobarreira

PARTICIPANTES

Eutalita Bezerra – Jornalista pela UFPE, mestre e doutoranda em Comunicação e Informação pela UFRGS. Tem experiência profissional e acadêmica em divulgação científica, telejornalismo e jornalismo ambiental. Atualmente, tem como interesse de pesquisa a construção do discurso jornalístico em relação às áreas de Cais, com ênfase no Cais José Estelita, em Pernambuco. É membro dos grupos de pesquisa Jornalismo Ambiental (GPJA – CNPq/UFRGS) e Televisão e Audiências (GPTV – CNPq/UFRGS/PUCRS).

Francisco Milanez – Graduado em Biologia (UFRGS), Arquitetura e Urbanismo (UFRGS) e pós-graduado em Análise de Impactos Ambientais (University of Tennessee), mestre em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde (UFRGS), está pesquisando “como ensinar a visão complexa de saúde através de objetos de aprendizagem” como doutorando do PPG Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde, na Bioquímica da UFRGS. Foi criador e coordenador do Plano Rio Grande do Sul Sustentável do governo. Foi presidente da Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural). Foi coordenador do Programa Guaíba Vive da Prefeitura de Porto Alegre e criador e coordenador da Comissão Interinstitucional de Planejamento da Orla de Porto Alegre, conferencista no Encontro Latino-Americano de Cidades Costeiras (Buenos Aires, Argentina) e no Congresso Mundial de Cidades (Dessau, Alemanha), conferencista nos Fóruns Globais da Rio 92 (Cúpula da ONU de Meio Ambiente e Desenvolvimento) e em Copenhagen 95 (1ª Cúpula Social da ONU), representante do Fórum Brasileiro de ONGs no encontro da CDS (Comissão de Desenvolvimento Sustentável) (NY) e na Rio+5 (pré-conferência no Brasil e na Cúpula de New York. Fellow do Grupo de desenvolvimento internacional dos Companheiros das Américas (1990) e Fellow internacional da Fundação Ashoka de empreendedores sociais (1993). Como escritor tem duas autorias individuais: O golpe do Terceiro Mundo e Ecoalfabetização, manual de sobrevivência em um planeta em extinção, e participação em vários livros e revistas, como é o caso do livro Produção, consumo e abastecimento de alimentos: desafios e novas estratégias, publicado pela Editora da UFRGS. Como arquiteto e urbanista projeta edificações e cidades sustentáveis saudáveis. Palestrante e professor sobre Desenvolvimento Sustentável e Educação Ambiental e alimentação e sustentabilidade.

João Volino Corrêa – Formado em sociologia e com atuação profissional na área de gestão de eventos e projetos socioculturais e ambientais no eixo Minas, São Paulo, Rio e Recife. Atualmente, integra a coordenação dos coletivos Cais Mauá de Todos, que luta para impedir a privatização e gentrificação do maior símbolo identitário e histórico de Porto Alegre, e o ProsperArte, que mobiliza a sociedade civil por meio da ação de intelectuais e artistas contra a destruição de fundações e instituições públicas vitais para o desenvolvimento das ciências, pesquisas, tecnologias e cultura do Rio Grande do Sul.

Michele Rihan – Integrante do Movimento Preserva Belém Novo, um grupo de mobilização comunitária socioambiental, que vêm discutindo os modelos de expansão urbana aplicados em Porto Alegre e em especial na região da zona sul. O movimento defende a promoção do acesso ao saneamento básico, incentivo à produção de alimentos (em especial livre de agrotóxicos), a preservação da orla do Guaíba com a garantia do seu acesso público, o turismo ecológico e rural, esportes náuticos e atividades que promovam renda sem o inchaço da cidade para a especulação imobiliária.

Sábado, 1/4, das 17h às 18h30

Mesa 4 – MUDAMOS O CLIMA DO PLANETA! E AGORA?

Mediador Roberto Villar Belmonte

                        A maneira como a humanidade produz riqueza desde a revolução industrial causa cada vez mais mudanças ambientais globais. Uma das mais graves é a mudança do clima. Segundo as pesquisas científicas mais recentes, qual o impacto de tais processos nas nossas vidas? Como os gases estufa produzidos na cidade afetam nossa saúde? Florestas urbanas seriam uma das soluções possíveis? E a publicidade poderia contribuir com padrões de consumo realmente sustentáveis ou ela sempre será a vilã dessa trágica história de degradação ambiental e concentração de riqueza? Estas são algumas das questões a serem levantadas na quarta mesa de debate do Contaí!, um dos eventos da Virada Sustentável 2017 de Porto Alegre.

Tópicos:

  • Mudança climática
  • Aquecimento global
  • Energia, crise energética
  • Energias renováveis
  • Consumismo

PARTICIPANTES

Camila Morales – Mestre em Comunicação Social pela PUCRS e professora de Publicidade na UniRitter. Desenvolve pesquisas sobre os impactos sociais da publicidade na sociedade contemporânea, com enfoque no consumo político e no discurso anticonsumo.

Jefferson Cardia Simões – Professor titular de Geografia Polar e Glaciologia da UFRGS, membro titular da Academia Brasileira de Ciências, pioneiro da ciência glaciológica no Brasil, é atualmente vice-presidente do Scientific Committee on Antarctic Research (SCAR), coordenador-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera e professor colaborador do Climate Change Institute, University of Maine, Orono, EUA.

Ligia Miranda – Engenheira com pós-graduação em Engenharia de Transportes e Gestão Ambiental, participa do Projeto Micro floresta, da Ong Toda Vida.

Claudia Ramos Rhoden – Possui graduação em Farmácia pela UFRGS (1986), especialização em Análises Clínicas pela UFRGS (1987), mestrado em Farmacologia pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (1991), doutorado em Ciências Biológicas (Fisiologia) pela UFRGS (2000) e pós-doutorado no Programa de Fisiologia com ênfase em Ciência Ambiental na Harvard University (2002). Atualmente, é professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), criada em janeiro de 2008 a partir da transformação da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre; coordenadora do Laboratório de Poluição Atmosférica na UFCSPA e coordenadora-geral dos Programas de Pós-graduação da UFCSPA. Também é pesquisadora associada junto ao Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

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