Solo de Marajó

Compartilhe:

Um ator, sozinho sobre o palco vazio, narra oito histórias tiradas da obra do escritor paraense Dalcídio Jurandir, a mais profunda radiografia do povo caboclo na Amazônia. Foi com essa poética tão simples quanto ousada que o espetáculo Solo de Marajó, do grupo USINA, arrebatou plateias e a crítica especializada em São Paulo, durante temporada de 5 semanas a convite do SESC-SP, entre janeiro e fevereiro de 2023.

 

As narrativas de Dalcídio traduzem como nenhuma outra a complexidade da nossa região, onde a riqueza e a exuberância da vida ligada ao ambiente natural contrastam com um drama social histórico, consequência da exploração predatória e da violação de direitos humanos fundamentais. 

 

Antes do recente sucesso em São Paulo, Solo de Marajó já havia sido aplaudido em 10 estados brasileiros desde a sua estreia, em 2009. Entre as maiores façanhas, estão a turnê nacional Solo de Marajó nos solos de outros brasis, que em 2015 alcançou 10 cidades de 5 estados, e a caravana fluvial MAMBEMBARCA – O teatro vai de proa pelos rios do Pará, que circulou por 11 municípios ribeirinhos paraenses em 2019.

 
 

Grupo USINA

CLAUDIO BARROS – ATOR

Claudio Barros, 60 anos, é paraense de Belém. Começou no teatro em 1976. Teve passagem por importantes grupos de Belém, entre os quais Experiência e Cena Aberta. Foi um dos fundadores do Grupo Cuíra, na década de 80, e participou do grupo nas funções de ator, diretor e produtor. Atua também na linguagem audiovisual como ator, roteirista e cineasta. É produtor e preparador de elenco para filmes e séries nacionais. Além de atuar em Solo de Marajó, atualmente também apresenta Caeteuara, espetáculo que escreveu, dirigiu e atua narrando a trajetória do avô, o poeta Eimar Tavares.

 

ALBERTO SILVA NETO – ENCENADOR/ DIRETOR

Alberto Silva Neto, 53 anos, nasceu em Belém. Iniciou no teatro como ator em 1987. Atuou nos grupos Experiência, Palha e Cuíra. Em 1989, foi um dos fundadores do USINA e desde 2004 dirige espetáculos do grupo. Também atua em filmes e séries locais e nacionais. Seu último trabalho no cinema foi no filme PUREZA, que denuncia o trabalho escravo na Amazônia. É Doutor em Artes e professor da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (UFPA). Desde o ano passado, coordena o projeto de pesquisa PACATU – Práticas para a Autonomia Criadora do Atuante.

 
 

Nossos Patrocinadores

Nossos Patrocinadores

Receba as notícias
da Virada Sustentável